MENOS É MAIS EM DESIGN. Será que ainda existe logomarcas “rebuscadas”?

Se eu lhe perguntar sobre uma marca agora, a logomarca e simbologia dela, qual lhe vem à cabeça? Normalmente você irá se lembrar de uma marca bem simples estruturalmente, como por exemplo, Apple, Volkswagen, Omo, Banco do Brasil, Nestlé e tantas outras. As que foram mais divulgadas, bem trabalhadas em termos de marketing têm mais recall, são as mais lembradas por consumidores ou apreciadores da marca, isso é perfeitamente normal.

Traduzindo: eu posso citar a Ferrari com seu imponente cavalo como símbolo, formada por traços simples e poucos elementos além do seu amarelo e vermelho vibrantes (Ah! Claro que cor também é marca...), mas não sou, digamos, uma consumidora Ferrari, embora não me falte vontade, portanto me incluo na categoria de apreciadora desta marca.

O que eu chamo de rebruscamento são muitas cores, muitos elementos incluídos, efeitos de mais, elementos que dificultam a leitura e fazem, em alguns casos, termos que parar e adivinhar o que está escrito ou o que querem transmitir com aquilo. O nome já diz tudo: marca é pra marcar! Você precisa bater os olhos e ler, de primeira, e saber do que se trata. Além, é claro, de outra premissa básica na criação de uma logomarca, ela precisa ser de fácil reprodução em várias superfícies e usos, por exemplo, em tons de cinza, em um carro plotado, no uniforme, nos cartões de visitas, etc.

Em design de marcas existe o “modismo”, perigoso e contagiante. Tem época que determinada letra está na moda, muitos a usam em marcas, tem fase da cor da moda, dos símbolos da moda... Tudo exatamente igual, padronização do que deveria significar a identidade da empresa.

Criar e divulgar uma marca não é tão fácil como parece. É um trabalho para profissional.

Podemos citar o caso de alguns “profissionais” terem marcas prontas para oferecer a seus clientes (difícil de acreditar como funciona uma marca feita assim) e apresentam mais de 10 modelos ao cliente, feitos a partir de alguns que já foram inesgotáveis vezes apresentados a outros clientes e tiveram apenas o nome substituído. Depois da marca escolhida as restantes vão para o mesmo arquivo, aguardando o próximo cliente solicitante. Fácil assim! Só não funciona tão bem, para o cliente claro, porque para o dito profissional pode até ser...

Tem também o caso do sobrinho de 16 anos, do amigo da vizinha que cobra bem baratinho, existem logomarcas (?? Será que podemos chamar assim, por R$ 50,00, imagine, era melhor não cobrar nada então). Estes “profissionais” (novamente entre aspas) podem até saber operar um programa, o corel, por exemplo, mas falta conteúdo, experiência, competência para criar um marca, afinal é uma grande responsabilidade cuidar da imagem de uma empresa, alguns nem se dão conta.

Estes exemplos podem até não ser casos de rebuscamento de marcas, mas foi inevitável citar, eu tinha que falar...

Por falar nisso, como anda sua marca?

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