Dia dos namorados, sem namorado. E daí?

Amanhã é dia dos namorados, e a turma dos publicitários trabalha direitinho criando um clima romântico no ar, no fim um grande apelo comercial, claro, mas que mexe com muita gente.
E o bloco dos sem-namorados encara essa data de várias formas:
Existe a turma dos desesperados, daqueles que se sentem excluídos do mundo porque não tem um amor pra chamar de seu nessa escalofobética noite envolvente. E entra em uma espécie de paranóia de exclusão, revolta e auto-piedade (será que conhece alguém desse grupo?). Falta muito amor próprio aí.
Existe uma turma que corre pra achar alguém a qualquer custo, antes da meia-noite, afinal acha que se tem que passar o dia dos namorados com alguém, essa turma lota os shows temáticos, os rocks de 12 de junho espalhados pra todos os cantos (eu já vi vários deles hoje, rs). Na ânsia de achar um par esquecem de si mesmos, caem os padrões, o que aparecer serve, o foco é ter alguém, não importa quem.
Tem a turma dos tranqüilos, dos desencanados, que encaram o dia dos namorados como um dia especial se tiverem com alguém, senão o desespero não os atinge. São os ditos normais, uma grande grupo, ainda bem.
Tem a turma-dos-sem-namorados-e-daí, um grande grupo, no qual me enquadro. A diferença clara deste grupo? A forma de encarar a data, a situação, a vida. Nós, apesar de ainda acharmos o dia dos namorados mágico sabemos que dias maravilhosos sempre vem pra quem acha a pessoa especial, o ano todo. E, muito importante, sabem que não é preciso ter um namorado pra ser feliz no dia 12 de junho, aliás, em nenhum dia do ano. É preciso sim, ser feliz sozinho e depois ser feliz ao lado de alguém, eu curto muito a minha própria companhia, me divirto só comigo, sem stress ou tristeza.
O importante é deixar a alma leve, o coração tranqüilo, a mente aberta pro amor, que vai valer a pena ser vivido, chegar...

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